Seminário aborda pontos críticos do transporte coletivo urbano de Santa Cruz

Cerca de 70 pessoas, entre lideranças locais, comunidade e imprensa, estiveram reunidas na tarde desta quarta-feira, 28, no auditório da Assemp, para o 1º Seminário do Transporte Coletivo de Santa Cruz do Sul, promovido pela Associação Santa Cruz Novos Rumos (Ascnor), com apoio da Agência Reguladora de Serviços Delegados de Santa Cruz do Sul (Agerst) e da Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp). A intenção foi discutir o cenário do transporte coletivo urbano do município e levantar os pontos críticos do preço da passagem.

O presidente da Agerst, José Luiz Juruena, abriu o evento com dados sobre os custos do serviço conforme a tabela do Ministério dos Transportes. Com apoio do conselheiro da Agerst, Marlo Eisenhardt, e do técnico da prefeitura, Laércio Canabarro, foram exemplificados valores como combustível, depreciação da frota, remuneração, despesas com pessoal e despesas administrativas, que impactam no cálculo final da tarifa. “A proposta é justamente discutir nossa realidade e buscar soluções viáveis para problemas reais, como a variação no número de passageiros”, destacou o presidente da Agerst.

Em seguida, o diretor de Tarifas e Estudos Econômicos e Financeiros da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), Odair Gonçalves, abordou os Pontos Críticos e o Ponto Ideal da Tabela de Composição do Preço da Passagem do Transporte Coletivo. “Hoje todo custo é dividido entre os usuários”, enfatizou. Ele complementou dizendo que um dos fatores que mais impacta no valor final é a evasão de passageiros. “Por isso é tão importante acompanhar e avaliar estes serviços”, ressaltou Gonçalves.

Quem esteve presente e contribuiu com o debate foi o promotor de Defesa Comunitária, Érico Barin, pontuando que, quando o assunto é reajuste, é necessário levar em consideração as peculiaridades do local. “Por ações do Ministério Público e do Procon, junto aos empresários dos postos de gasolina, hoje Santa Cruz do Sul tem um dos combustíveis mais baixos do Rio Grande do Sul, e isso é um dado concreto que deve ser cogitado quando se trata do transporte local”, avaliou. “Seguiremos trabalhando judicialmente para uma adequação do valor tarifário. Além disso, pretendemos estreitar os laços entre o Ministério Público e a Agerst para trabalhar de forma conjunta e buscar melhores resultados”, completou o promotor.

Na visão do conselheiro da Agerst, Astor José Gruner, a primeira edição do Seminário plantou boas sementes. “Recebemos todas as contribuições de forma muito positiva. Agora vamos buscar alternativas para que, em um futuro próximo, tenhamos um transporte melhor e mais barato em Santa Cruz do Sul”, salientou.

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