Governo dá sinal verde a negociação PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Gazeta do Sul   
Ter, 05 de Julho de 2011 14:36

Quarenta dias depois que uma comissão de políticos e empresários locais entregou oficialmente ao governador Tarso Genro a solicitação de doação de um terreno de 1,7 hectare no Centro de Santa Cruz à Prefeitura, o governo dá sinal verde para a continuidade do processo. O estudo com as possibilidades técnicas do repasse está concluído, e segundo o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana,  o próximo passo é marcar uma reunião com a prefeita Kelly Moraes para dar seguimento às negociações. O objetivo dos líderes é construir um centro de eventos no local.

A possibilidade de transferência foi analisada em um estudo elaborado por um grupo de trabalho formado por representantes da Casa Civil e das secretarias da Infraestrutura, Administração e Meio Ambiente. Embora  o secretário assuma que, em função das articulações do governo para a votação do pacote de sustentabilidade na Assembleia, ainda não tenha tido tempo de ler a análise, Pestana garante que o levantamento aponta para a negociação com o município.

Pestana disse à Gazeta do Sul que há um conjunto de condições que serão avaliadas a partir de agora. “Há a possibilidade de sairmos dali, mas precisamos ter uma alternativa. Será uma troca”, explica. Atualmente a área, cercada pelas ruas Galvão Costa e Tenente Coronel Brito e Avenida João Pessoa, abriga os escritórios do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a Secretaria Estadual de Obras, o prédio da Inspetoria Veterinária e mais sete casas. No local, chama a atenção a quantidade de caminhões e máquinas em mau estado de conservação.

O objetivo da Casa Civil é marcar um encontro com a prefeita de Santa Cruz nos próximos dias. “Temos interesse em dar uma alternativa ao município”, diz. Por enquanto, a Prefeitura não recebeu resposta do Estado sobre o andamento do pedido.

 

CENTRO DE EVENTOS

Entidades do município planejam erguer um centro de eventos no local para estimular o turismo de negócios. A ideia é que o espaço se torne uma opção a estruturas semelhantes encontradas na Serra Gaúcha. Uma vez doado pelo Estado, a Prefeitura repassaria a área a entidades do município.

Próximo ao Parque da Oktoberfest e da rede hoteleira, o ponto é considerado estratégico para servir de referência a eventos de grande e médio portes. “O turismo de negócios é altamente rentável. Hoje faltam lugares no Estado para esse tipo de evento”, avalia o presidente da Associação Santa Cruz Novos Rumos, Flávio Haas.

Uma estrutura de 16 mil metros quadrados distribuídos em 16 andares está prevista na versão preliminar do projeto. Nos dois primeiros seria instalada a garagem e nos outros ficariam os espaços para que associações, movimentos e sindicatos organizem seus escritórios. O auditório deverá ter capacidade para 2 mil pessoas e o estacionamento, espaço para mil veículos.

Apesar de o orçamento não está fechado, a previsão é de que a obra custe em torno de R$ 20 milhões. O montante deverá ser bancado pelas próprias entidades envolvidas. Não se descarta a possibilidade de captação de recursos destinados a esse tipo de investimento por meio do Ministério de Turismo.

O que diz o Daer

O Daer informou ontem à tarde que uma comissão administrativa está  avaliando todos os prédios onde estão localizadas as superintendências regionais da autarquia para a utilização de outros órgãos públicos estaduais. O objetivo é evitar gastos desnecessários com locação de imóveis. Essa avaliação está sendo realizada por meio da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos do Estado. O repasse ao município é previsto somente em casos de projetos que visem ações sociais para a comunidade – unidade de saúde, escola, centro comunitário e habitação social.

“Nem se fala nessa possibilidade”

Moradora de uma das sete casas abrigadas pelo terreno, a aposentada Beatriz Franco (foto) conta que a vizinhança nem comenta sobre a mudança. “Nem se fala nessa possibilidade”, diz. Ela e o marido, Paulo Cardoso, funcionário da autarquia, moram há 16 anos no local. Para garantir a moradia não é preciso pagar aluguel, apenas uma taxa de R$ 14,00.


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