O sonho quase impossível PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Gazeta do Sul   
Qui, 16 de Dezembro de 2010 14:03

 

No volante de um carro conversível, a governadora Yeda Crusius desceu o trecho da RSC–471 da Serra Geral na manhã de ontem, para conhecer o trajeto onde as obras de construção do eixo norte da rodovia enfrentaram o maior desafio. O passeio ocorreu antes da inauguração dos 111,6 quilômetros do último segmento do novo corredor de exportação, no viaduto sobre a RSC–287, em Vera Cruz. A obra é considerada a de maior porte na malha rodoviária do Estado nas últimas décadas. O investimento, incluindo os serviços complementares, chegará a R$ 466 milhões.

A governadora ainda passou por diversas máquinas e operários em trabalho em parte do trecho da Serra Geral, enquanto percorreu o trecho entre Herveiras e Vera Cruz. Cerca de um quilômetro do trajeto segue em obras, com o serviço de asfaltamento, sinalização e trabalhos de contenção dos morros e aterros. Conforme o Daer, o trânsito estará liberado para operação plena a partir de segunda-feira. Até essa data, não é recomendável aos motoristas usarem o trajeto devido ao risco de interrupções temporárias no tráfego.

As empreiteiras seguirão por três meses na execução das obras remanescentes ao longo da rodovia. Os serviços abrangem a drenagem superficial em diversos trechos, instalação de sarjetas e contenções nos cortes das rochas. Os principais trabalhos de sinalização devem terminar em 15 dias. A construção e asfaltamento do acesso à cidade de Herveiras começaram ontem com a terraplenagem. Conforme o diretor de infraestrutura rodoviária do Daer, Cezar Garcia, a implantação da estrada entre Barros Cassal e Santa Cruz se constitui em uma das obras de maior porte na malha rodoviária do Rio Grande do Sul com recursos estaduais das últimas décadas, superando a Rota do Sol em 30 quilômetros.

O volume de tráfego diário pela nova rodovia deverá superar 5 mil veículos. “Se passar disso no início, já é ótimo”, afirma Garcia. Explica que não há previsão sobre a instalação de um posto do comando rodoviário da Brigada Militar no trecho do eixo norte. “Mas isso pode ser reivindicado pela população”, observa. No entanto, o Daer tem previsão de montagem de um posto de pesagem no lote 1, entre Barros Cassal e Herveiras, e outro no lote 2, entre Herveiras e Vera Cruz. Conforme Garcia, o terreno já foi preparado para receber a estrutura.

A largura do acostamento de um metro, conforme Garcia, foi definida no projeto para financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O órgão exigiu uma proposta com custo menor e a opção foi reduzir o acostamento. Com o fim dos recursos em 2004, Garcia explica que o atual governo não quis alterar o projeto para evitar a demora com questões burocráticas. “Dessa forma, resolvemos fazer com a atual plataforma”, ressalta.


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