Sonho de 40 anos realizado em 18 meses PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Gazeta do Sul   
Qui, 16 de Dezembro de 2010 13:57

A trajetória de reivindicações, lutas, mobilizações por uma estrada com asfalto que ligasse o Alto Botucaraí com a região baixa do Vale do Rio Pardo, para daí seguir ao Porto de Rio Grande ou à Grande Porto Alegre, finalmente chega ao dia histórico. A caminhada final para tornar realidade esse sonho teve o seu passo decisivo no dia 5 de junho do ano passado, em Barros Cassal, quando a governadora Yeda Crusius lançou os trabalhos de reinício dos serviços nos trechos entre Barros Cassal e Herveiras (54,4 quilômetros) e entre Herveiras e Vera Cruz (36,97 quilômetros) da RSC–471. Bastaram 18 meses de trabalhos ininterruptos para tornar realidade o novo Corredor de Exportação do Estado.

Nesse período, morros vieram abaixo em um ritmo de obras nunca visto em uma estrada na região. Os trabalhos não pararam sequer durante a noite ou nos finais de semana. Onde há poucos meses existia uma encosta intransponível para qualquer veículo, agora existe uma rodovia, com terceira pista. A paisagem, antes já bela, ganhou novo atrativo. Em alguns pontos, de um lado se erguem altos paredões, com até mais de 50 metros, e do outro aterros que formam longos penhascos. Sem falar no gigantesco viaduto do Arroio Francisco Alves. Tudo isso exigiu o investimento de uma grande soma de recursos.

Depois de diversas tentativas anteriores que não saíram do papel ou início das obras fracassado por falta de recursos, o governo do Estado tomou a decisão de construir com dinheiro próprio. Na data do recomeço dos trabalhos, a governadora Yeda Crusius ressaltou a importância das medidas para o Estado chegar ao déficit zero e assim viabilizar a retomada da estrada. No mesmo dia disse que as obras seriam executadas com recursos do ICMS, “fruto do trabalho dos gaúchos”.

Além da importância da nova ligação da região Norte do Estado com o Porto de Rio Grande em relação ao trajeto pela BR–386, com a redução de 110 quilômetros, ao retomar as obras a governadora destacou a economia no custo dos transportes. “Estamos ligando pela nova estrada todas as riquezas do Estado”, acrescentou.

A RSC–471 apresenta importância fundamental para o desenvolvimento da região e do Estado sob os mais diferentes olhares. No mapa, a rodovia corta o coração do Rio Grande, de norte a sul. Do ponto de vista econômico, trata-se do corredor que vai escoar a produção, encurtando distâncias e reduzindo os custos. Sob o enfoque social, apresenta-se como um legítimo caminho de integração, inserindo no contexto do Estado algumas das comunidades que apresentam piores indicadores sociais e econômicos.

A Gazeta Grupo de Comunicações ao longo das últimas décadas é testemunha do pleito para viabilizar a construção da rodovia. Os mais nobres espaços de seus veículos foram dedicados ao longo dessa trajetória para acompanhar passo a passo a materialização desse sonho. Enfim, a maior obra rodoviária do Estado na última década é realidade.


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